Memória Celular

4-Curiosidades
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Os órgãos (como coração, pulmão, rins…) são capazes de guardar lembranças de seus donos? Além do cérebro, quem mais no nosso organismo seria capaz de produzir e armazenar nossa memória?

Essa história começa após o primeiro transplante realizado em 1967 na África do Sul pelo médico Christian Barnard. Transplantados começaram a ter comportamentos estranhos e diferentes, que nunca haviam tido antes. O fato mereceu atenção e pesquisa por parte da comunidade científica.

O neuroimunologista, Paul Pearsall, é um dos maiores especialistas no assunto. Já publicou extensiva pesquisa sobre memória celular e escreveu um livro, onde entrevista 150 transplantados de pulmão e coração. Paul conclui que estes órgãos realmente possuem memória.

A partir do momento em que os transplantes de órgãos ficaram mais frequentes, e inúmeros casos começaram a ser relatados, o fenômeno passou a ser estudado pela comunidade científica.

 Testemunhos:

(1) Claire Sylvia, professora de dança que nunca tinha tomado bebida alcoólica na vida, após acordar da cirurgia onde recebeu o coração de um jovem, pediu uma cerveja da mesma marca preferida de seu doador de órgão.

(2) O caso mais famoso foi o da garota de 10 anos que recebeu o coração de uma menina de 8 anos, algumas horas depois de sua trágica morte, num crime que não havia sido solucionado. Depois de alguns dias a menina passou a ter sonhos estranhos, onde conseguiu  ver cenas do momento do crime. Ela descreveu para os policiais todos os detalhes da morte da sua doadora, possibilitando  a captura do criminoso.

(3) Em 1995, Sonny Graham recebera, num transplante, o coração de Terry Cottle, que se matara com um tiro na cabeça. Um ano depois, por curiosidade, procurou conhecer a família de Terry e se apaixonou pela viúva do doador, Cheryl  Cottle, com quem se casou em 2004. Poucos anos depois, tal como o doador, Sonny cometeu suicídio com um tiro na garagem de sua casa na Geórgia, EUA, aos 69 anos.

A teoria é a de que: além dos genes, ao longo das divisões celulares, há algo mais que é transmitido. Compreender o nível molecular dos fatores hereditários não genéticos (ou “epigenéticos”) seria a chave para desvendar o mistério dos testemunhos relatados por pessoas que receberam um transplante.  Há quem acredite que o coração é um órgão sapiente, pensante e comunicativo.

Memória celular é a noção especulativa de que as células do corpo humano são capazes de armazenar informações adquiridas ao longo da vida, de que elas contêm personalidade, gostos e histórias que são independentes do seu código genético ou das informações armazenadas pelas células cerebrais. Embora toda essa ideia ainda não tenha sido cientificamente comprovada, não deixa de ser, no mínimo, curiosa, não acham?

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